Reduza seu tempo em até 70%

Reduza em até 70% o tempo de compras na sua empresa

Historicamente, o padrão de relacionamento entre o varejo supermercadista e seus fornecedores foi caracterizado muitas vezes por um comportamento distante, individualista ou até mesmo conflituoso. No passado, cada empresa focava a atenção nas suas próprias atividades, planejando e executando suas operações de forma isolada, sem uma visão sistêmica e colaborativa.

No entanto, a colaboração entre os parceiros da cadeia de abastecimento pode minimizar incertezas na demanda. Com isso, além de reduzir o tempo de resposta às variações da demanda, esses efeitos também permitirão o melhor balanceamento dos estoques. Consequentemente, reduzirão a perda de vendas em função da falta de estoque e aumento do nível de serviço.

Essa relação mais estreita entre a indústria e varejo já vem acontecendo há alguns anos e antes mesmo da pandemia isso já era uma realidade em boa parte dos varejos regionais, médios e grandes. Além disso, durante a surto do Covid-19, o varejo supermercadista teve um momento ímpar. Fontes dizem que se evoluiu 5 anos nos primeiros 5 meses, no que diz respeito a tecnologia. Nesse boom, sugiram muitas iniciativas para aproximar a indústria do varejo, potencializando ainda mais esse movimento do mercado que já vinha ganhando força. Houveram inclusive campanhas trademarketing direcionadas da própria indústria para o varejo. Nesse ponto a tecnologia oferece as mais diversas possibilidades para realizar essa aproximação.

Existe muito potencial nas soluções tecnológicas disponíveis. Todavia, sem excelência durante a gestão de compras para controle dos estoques e a disponibilidade de produto em gôndola, os clientes continuarão sofrendo com custos operacionais desnecessários em função dos excessos, e os varejos com a perda de venda em função da ruptura de estoques.

Para atingir essa excelência no processo de Compras, Abastecimento e Gestão dos Estoques é necessário que o varejo tenha uma visão mais apurada de toda a cadeia de abastecimento e demanda. É muito comum vermos os gestores analisando o nível de estoque simplesmente pela cobertura financeira. Nesse caso, soma-se o valor investido em estoque e divide-se pelo valor da venda na mesma base – geralmente a preço de custo. Este cálculo acaba mascarando erros. Sendo assim, SKUs em excesso compensam os SKUs em ruptura e, na média, acaba obtendo-se um número que engana ser bom. No entanto, isto é apenas a ponta do iceberg. Quando trabalhamos apenas com dados médios, em alguns casos erramos em escala sem precedentes.

A falta de produtos nas gôndolas é uma das principais causadoras de insatisfação nos consumidores e uma das maiores responsáveis pelas quedas de vendas e lucratividade do varejo da indústria. Por outro lado, quando existe o excesso de produtos, comprometendo o fluxo de caixa do varejo, frequentemente ocorrem discussões de negócio com indústria para que essa arque com as trocas de produtos vencidos ou reduza as margens.

Nesse sentido, existem diversos estudos analisando o comportamento do consumidor face a falta de produto em gôndola. Uma pesquisa mais detalhada da Nielsen apontou que esse efeito poder ser muito mais danoso em algumas categorias específicas, por exemplo: Quando falamos dos segmentos de Higiene e Beleza. Para esse grupo de produtos, 24% dos consumidores desistem da compra se não encontram a mercadoria e 30,3% procuram a marca em outro local. Já nas Bebidas, só 1,8% desistem da compra, porem expressivos 34,7% procuram a marca em outro local. Imaginem o tamanho da perda, caso seu competidor esteja melhor preparado para atender a demanda deste shopper?

Contextualizado o problema, agora precisamos “enxergar” a Gestão da Demanda, Compras, Abastecimento como diferencial competitivo, o que exigirá disciplina e quebra de paradigmas.

A primeira ação proposta para reduzir o tempo de compras é identificar as causas ou restrições que fazem com que o varejo e indústria mantenham suas informações guardadas, ao invés de compartilhadas. Isso porque existe uma gama de oportunidades e ganhos mútuos caso seja adotado o modelo colaborativo de planejamento de vendas e abastecimento. Assim, é possível alcançar uma melhor sinergia entre consumidor final, varejo e fornecedor, aplicando o conceito de SCM (Supply Chain Management) e promovendo a integração na cadeia de valor.

Obviamente, nem todos os fornecedores são parceiros do negócio ou oferecem entrega contínua e regular. Dito isso, fica claro que um modelo em que haja plena colaboração entre os elos da cadeia funciona melhor para empresas parceiras, ainda que haja modelos e métodos de trabalho para gerir melhor os estoques a partir do momento que os SKUs estão “dentro de casa”.

Como segunda ação, vemos a necessidade de uma revisão do mix. Com uma frequência cada vez maior observamos lançamentos de novos produtos, e a redução do ciclo de vida das mercadorias. O número de lançamentos de produtos por parte das indústrias vem aumentando constantemente, tornando a equação de equilíbrio entre estoque e demanda mais complexa.  Somado a isso, existem ainda outros geradores de complexidade como Omnichannel, que se firmou no varejo durante a pandemia, e o alto volume de SKUs cadastrados que acabam tornando ainda mais desafiador disponibilizar o estoque no local correto, na quantidade certa e momento da necessidade.

Outros tantos fatores ainda influenciam nessa questão, como “pricing”, negociações de pontos extras, ofertas e períodos sazonais. No entanto, trataremos esses temas em outros artigos, fato aqui é mostrar que fatores simples do cotidiano já trazem grau de complicações que nos leva a concluir que é muito difícil comprar todos os SKUs com qualidade sem ter uma ferramenta tecnológica específica para tal.

Hoje, aqui na Indikatore, além de cuidar de todo o processo de compras e abastecimento de loja com tecnologia de ponta, ainda reduzimos o tempo investido no momento da compra em até 70%. Portanto, isso possibilita ao negociador assumir um papel mais estratégico dentro da organização.

Conseguimos essa performance fazendo com que a tecnologia trabalhe para o comprador em tudo aquilo que a máquina pode fazer melhor que o humano. Assim, isso prepara o terreno para o humano tome decisões mais assertivas, sem gastar tempo manipulando dados.

Por fim, no setor de compras,  temos que implementar o máximo possível a política de PUXAR os estoques,  o fornecedor  e comprador devem estar  olhando o escoamento do seu produto na cadeia, ou seja,  a demanda do sell-out. Um fator crucial para conseguir aplicar menos capital na manutenção dos estoques é medir o nível de serviço do fornecedor, um dos indicadores que utilizamos é o OTIF (on time, in full) e algumas derivações, o qual mede-se a confiabilidade da entrega do fornecedor e a confiabilidade da quantidade pedida. Quando medimos nosso fornecedor e cobramos os desvios no custo logístico, automaticamente conseguimos substanciais melhorias na relação Varejo-Indústria.

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