A sustentabilidade deixou de ser uma pauta opcional para se tornar um pilar de sobrevivência no varejo moderno. Em 2026, com consumidores cada vez mais atentos ao impacto ambiental e margens de lucro cada vez mais pressionadas, o desperdício de alimentos (o famoso food waste) tornou-se um dos maiores vilões da rentabilidade e da imagem das marcas.
Estudos recentes indicam que uma parcela significativa das perdas em supermercados e redes de conveniência ocorre antes mesmo do produto chegar às mãos do consumidor. O motivo? Falhas no planejamento de compras e abastecimento. Neste artigo, vamos explorar como a tecnologia e a gestão inteligente de compras são as armas mais poderosas para unir sustentabilidade e lucratividade no seu negócio.
O custo real do desperdício no varejo
Quando um produto vence na prateleira, o prejuízo é triplo:
- Financeiro: Perda total do capital investido na compra, logística e impostos.
- Operacional: Ocupação inútil de espaço físico na gôndola e no depósito.
- Ambiental: Desperdício de todos os recursos (água, energia, solo) usados na produção daquele item.
No setor de perecíveis, esse desafio é ainda maior. No entanto, o desperdício não é um “mal inevitável”. Muitas vezes, ele é o sintoma de um processo de compras baseado em intuição ou em dados históricos obsoletos que não refletem a demanda real da loja.
Logística Reversa vs. Redução na Origem
Muito se fala em logística reversa — o processo de dar o destino correto ao que sobrou. Mas a verdadeira revolução de 2026 está na redução na origem.
Em vez de gerenciar o que sobrou, o foco das redes líderes está em garantir que a sobra não aconteça. É aqui que a gestão de compras entra como protagonista. Ao alinhar o que é comprado com o que o consumidor realmente deseja levar (o Sell-Out), o varejista fecha a torneira do desperdício.
Como a tecnologia auxilia na meta de “Lixo Zero”
A inteligência de dados transforma o Supply Chain em um aliado do meio ambiente e do caixa da empresa através de três pilares:
1. Previsão de Demanda de Alta Precisão
Utilizar algoritmos que consideram sazonalidade, eventos locais e comportamento de compra específico de cada unidade. Se a loja A vende mais produtos orgânicos e a loja B foca em conveniência, o abastecimento deve ser cirúrgico para cada uma.
2. Gestão de Prazos de Validade (Shelflife)
Sistemas inteligentes alertam sobre o tempo de vida útil dos produtos no estoque, permitindo que o gestor tome decisões rápidas, como promoções estratégicas ou transferências entre lojas, antes que o item se torne impróprio para consumo.
3. Ajuste de Pedidos em Tempo Real
A capacidade de reagir a mudanças bruscas (como uma frente fria que altera o consumo de FLV) evita que pedidos automáticos baseados em médias genéricas inundem o estoque com produtos que não terão saída imediata.
Sustentabilidade é Eficiência Operacional
Implementar uma estratégia de combate ao desperdício através da tecnologia Indikatore SCM não é apenas uma decisão ética, é uma decisão de negócio. Redes que otimizam seu abastecimento conseguem reduzir perdas em níveis surpreendentes, refletindo diretamente no EBITDA da empresa.
Ao adotar um modelo de Abastecimento Data-Driven, sua rede de varejo assume um compromisso real com a sustentabilidade, garantindo que o alimento chegue à mesa de quem precisa e o lucro chegue ao seu caixa.
O papel da Indikatore nessa jornada
Na Indikatore, desenvolvemos soluções que entendem a complexidade da cadeia de suprimentos de ponta a ponta. Nosso módulo de gestão de demandas permite que o varejista tenha o controle total sobre o que, quanto e quando comprar.
O resultado? Prateleiras sempre frescas, clientes satisfeitos e uma operação muito mais sustentável e lucrativa.
Sua gestão de compras está ajudando a reduzir o desperdício ou está gerando sobras?
Vamos conversar sobre como transformar seu estoque em um ativo sustentável.





